Até pouco tempo cremes eram apenas produtos para hidratar e não raro deixavam a pele toda besuntada. Nesse nosso clima bem tropical, então, imaginem como ficava o resultado após algumas horas da aplicação.



Também tem o fato de que vinham com mil promessas de que os cremes possuiam colágeno e elastina para rejuvenescer. Mal sabia quem comprava que molecularmente falando é impossível que elementos tão grandes como esses atravessem a primeira barreira de proteção da pele para ir de fato fazer alguma diferença na derme, camada mais funda.

Graças a novas tecnologias cosméticas e seus avanços, isso mudou e ainda vem mudando bastante a nosso favor.

Hoje hidratantes e nutritivos bons, que já não vem apenas em forma de cremes, têm de agregar qualidades tais como sensorial impecável, toque seco e tecnologia de ponta na entrega dos ativos ao fundo da pele e ainda serem capazes de conservar suas propriedades para que cheguem íntegros ao foco de atenção onde deverão agir.

Só para esclarecer um pouco, creme é veículo cosmético e o que vem nele dissolvidos são os ativos que de fato devem atuar na pele e trazer os resultados esperados conforme a proposta para a qual o produto foi desenvolvido. E, assim como o creme há outros tipos de veículos como géis, géis-creme, emulsões, loções, séruns enfim, em que os ativos se encontram dispersos.

Os ativos vão desde simples agentes hidratantes e nutritivos, como lipídios, vitaminas e minerais essenciais até elementos estruturantes da pele, como o ácido hialurônico e o colágeno.

Os primeiros acima mencionados são facilmente absorvidos pois são compostos de partículas muito pequenas, compatíveis com o tamanho das pequeníssimas moléculas que formam a primeira camada da pele. Já o ácido hialurônico e o colágeno precisam ser “quebrados” em tamanhos menores e ainda encapsulados em substância pele-compatível, digamos assim, para que nosso sistema de proteção epidérmico não os impeça de chegar ao seu destino de ação, eliminando-os antes disso.

A solução tecnológica para o risco de eliminação dos ativos tem nome – lipossomas.

Eles são minúsculas vesículas (não vistas a olho nú) que têm a capacidade de mimetizar, de parecer, com a membrana que reveste cada célula de nossa pele. Assim, enganam o sistema de proteção e conseguem chegar ao seu destino íntegras onde irão então liberar os ativos que carregam, encapsulados, sem qualquer perda.

Sem estarem encapsulados alguns ativos menores conseguem atravessar a barreira de proteção, porém em quantidades menores já que muito é perdido pelo caminho, seja pela eliminação através de nosso sistema imunológico de proteção ou mesmo pela simples oxidação.

Os lipossomas ainda tem efeito “long lasting” permitindo uma entrega inteligente e gradual conforme a necessidade de cada célula e promove dose extra de hidratação já que sua camada externa, que age como se fosse uma membrana da própria pele, é rica em lipídios como ceramidas e esqualeno, substâncias que conferem maciez ao toque.

Há vários tipos de lipossomas no mercado, porém o que contém todas as qualidades aqui referidas é o Prolipo-duo.

Certamente não é uma tecnologia barata, o que encarece o valor final do cosmético produzido com esse recurso. Porém, com a entrega eficaz e inteligente de ativos a garantia dos resultados esperados é muito maior, sem falar que a restauração da pele é sentida bem mais rápido.

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