Sol de janeiro, fevereiro, março, enfim, alto verão! E altíssimos índices de radiação UV também.


É que janeiro, mais do que qualquer outro mês do ano, combina mais com praia e sol. E retrata bem o estilo de vida dos brasileiros que amam curtir a brisa fresca num corpo moreno, brincando ao sol no mar. Sem falar que logo depois já vem fevereiro com seu Carnaval. E dá-lhe axé! E praia! E mais sol!
 
Nessa época de festas e alegrias nem nos lembramos que precisamos ter cuidados redobrados para evitar o envelhecimento prematuro, manchas e câncer, além de outros males causados pela exposição à radiação UV excessiva.
 
Ainda há pouco recebi uma cliente que não tinha mancha alguma antes mas que voltou de uma viagem de uma semana à praia completamente preta e com duas manchas escuras nas maçãs do rosto. Disse-me que passou protetor, pensando que isso a deixasse completamente imune contra os danos solares. Ledo engano! O protetor reduz os riscos mas não os retira em sua totalidade!
 
No verão os índices de radiação UV estão mais fortes do que o normal, e ainda mais intensos das 11:00 às 15:00, quando a UVB atinge seu pico máximo. É a UVB que causa ardor e vermelhidão e é a principal responsável pelo câncer na pele. Seu alcance é mais superficial, em nível de epiderme. E quando lemos no rótulo de um produto que ele tem FPS 30, estamos nos referindo a sua capacidade de proteção contra os danos da UVB a qual tem a intensidade dependente da época do ano e dos horários durante o dia. Já o que muita gente não sabe é que o outro tipo de radiação – a UVA, independe de horário e de estação do ano, e que normalmente os protetores não vêm com proteção contra ela. Basta amanhecer que já estamos expostos a essa radiação até o anoitecer. Faça sol ou chuva, frio ou calor, lá está ela a agir sobre nós.
 
Isso é um fato preocupante porque a UVA é a principal responsável pelo envelhecimento prematuro da pele. Ela a alcança mais profundamente e destrói, dentre outras estruturas, as fibras de colágeno e elastina saudáveis, fazendo com que surjam depois rugas e flacidez profundas. E o pior é que não a sentimos agredir a derme, acabando por isso por não nos proteger de forma adequada. Ela não arde nem avermelha como a UVB. Apenas os raios UVB causam as queimaduras solares. Assim, aquele dia nublado que pareceu não causar problemas porque você não se queimou nada, nem sentiu, está prejudicando sua pele sim por acelerar seu processo de envelhecimento.
 
Felizmente alguns protetores já vem com proteção também contra radiação UVA e geralmente contém a informação PPD (Persistent Pigment Darkening) ou “Broad Spectrum”. E o mais indicado é que o PDD seja pelo menos um terço do FPS, ou seja, para um protetor FPS 30, o PPD precisa ser de 10.
 
É o IUV (índice de radiação ultravioleta) que mede o nível de radiação solar na superfície da Terra em dado lugar, dia ou hora específica. E quanto mais alto ele for maior o risco de danos à pele. Vai de 0 a 13+, onde 13+ é um índice com grau de risco extremo. Como no Brasil somos um país de grande extensão territorial, o IUV varia muito conforme a localidade, mas na regiões de praias são registrados os índices extremos nos horários mais críticos, próximos ao meio dia. Ainda ontem, o Rio de Janeiro registrou esse índice em 12.
 
Assim, é sensato que se evite os excessos nessa época, além de ser recomendável que se use e abuse de bons protetores solares, lembrando sempre da necessidade de sua reaplicação. Além do mais, há também no mercado excelentes produtos pensados para conter as altas temperaturas do corpo como loções à base de água de côco, águas termais e pós-sóis, como os das marcas Àvene e da Sol de Janeiro.
 
Como já falei de cuidados com o sol no “post” anterior – “Proteção Solar na Lua de Mel”, neste preferi apenas deixar alguns esclarecimentos os quais penso ser de relevo informar.
 
Fontes:

Índice UV . Folha de São Paulo

UV Awareness

Proteção à radiação: Governo Australiano

Agência de Proteção Ambiental do Estados Unidos

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